SERVIÇOS

Doenças do Aparelho Digestivo

Coloproctologia

A Coloproctologia compreende o estudo, diagnóstico e tratamento, tanto clínico quanto cirúrgico, das doenças do intestino grosso, reto e ânus. 


Incluem-se no grupo os tumores benignos e malignos do intestino, as doenças inflamatórias intestinais (Doença de Crohn, Retocolite Ulcerativa), as doenças que levam a constipação intestinal, divertículos do intestino (diverticulose, doença diverticular e diverticulite aguda) e as doenças do reto e ânus. 


Entre as doenças anais mais comuns estão as hemorróidas, as fissuras e as fístulas, geralmente produzindo dor e sangramento e podendo ser confundidas com o câncer colorretal. 


Na especialidade estão incluídas também a avaliação e tratamento das alterações funcionais que causam distúrbios da evacuação como dificuldade para esvaziar o reto (retocele, descenso perineal), diarreia e incontinência. 


A Coloproctologia tem atuação importante nos programas de prevenção e diagnóstico precoce do câncer colorretal, inclusive os de origem hereditária, por meio de investigação clínica, colonoscopia e orientação familiar.


Embora muitas dessas doenças requeiram tratamento cirúrgico, atualmente há várias técnicas minimamente invasivas, tanto anorretais quanto em operações no abdome, que conseguem diminuir as dificuldades do período pós-operatório, mantendo a segurança e oferecendo recuperação mais confortável e rápida. 

Endoscopia Digestiva

• Endoscopia Digestiva

A endoscopia digestiva é a especialidade que se dedica ao diagnóstico, tratamento e acompanhamento das doenças de todo o tubo digestório por meio de endoscópios. Geralmente é dividida em: 


• Endoscopia digestiva alta ou gastroduodenoscopia: avalia o esôfago, estômago e duodeno, 
• Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica: examina as vias biliares (fígado e pâncreas), 
• Cápsula endoscópica e enteroscopia: examina o intestino delgado
• Colonoscopia: examina todo o cólon, reto e ânus.
• Retossigmoidoscopia: examina a parte final do cólon, o reto e o ânus.

Com o uso de vídeoendoscópios modernos, as imagens são obtidas pela introdução de tubos flexíveis através da boca ou ânus, que provêm imagens de alta definição da mucosa do tubo digestório. Permite o diagnóstico adequado e, muitas vezes, o tratamento das doenças encontradas, como a retirada de alguns tumores malignos ou benignos, evitando operações maiores e com mais riscos.


Os exames e tratamentos endoscópicos geralmente são feitos sob sedação, para que sejam mais confortáveis e seguros, mas em alguns pacientes e situações específicas podem ser realizados sem sedação.

• Endoscopia Digestiva Alta

Também conhecida como esofagogastroduodenoscopia, a endoscopia digestiva alta provê o diagnóstico e, muitas vezes, o tratamento endoscópico das doenças que afetam o esôfago, estômago e duodeno, como úlceras, gastrites e tumores.

 

Pode ser realizada com ou sem sedação, embora essa última garanta conforto e tranquilidade durante o exame. Permite biópsias, retiradas de pequenos tumores e dilatações de estreitamentos. Também possibilita a colocação de próteses em lesões malignas e benignas que afetam, principalmente, o esôfago e o duodeno.

• Colangiografia Retrógrada Endoscópica

Exame endoscópico que avalia as vias biliares (canais de drenagem da bile pelo fígado) e vias pancreáticas (canais de drenagem do suco pancreático), permitindo diagnósticos precisos e tratamentos minimamente invasivos de inflamações, tumores e pedras nas vias biliares com bastante eficácia e precisão. Geralmente são feitos com pacientes anestesiados em virtude do tipo do procedimento. 

• Cápsula Endoscópica

Exame realizado por meio da deglutição de uma cápsula com cerca de 10 mm de comprimento que é capaz de fotografar todo o percurso desde a boca até o ânus, especialmente dedicada ao intestino delgado, que é mais difícil de ser abordado pelos exames convencionais de endoscopia.

 

A cápsula transfere de forma remota todas as imagens obtidas do intestino para uma placa coletora externa e depois essas imagens são meticulosamente examinadas na busca de algumas doenças, especialmente as que produzem sangramento e que não conseguem ser abordadas pela endoscopia digestiva alta e pela colonoscopia. Dentre essas doenças do intestino delgado encontram-se a Doença de Crohn e algumas doenças vasculares. 

• Colonoscopia e Retossigmoidoscopia

A colonoscopia é a endoscopia de todo o cólon (intestino grosso), do reto e canal anal. O colonoscópio é um tubo flexível, introduzido no ânus e que pode alcançar até as porções finais do intestino delgado.

 

O procedimento é seguro e indolor, quando realizado sob sedação adequada. É capaz de demonstrar doenças localizadas no interior do intestino, com imagens e biópsias, retirar pólipos e pequenos tumores, cauterizar hemorragias, fazer dilatações e tunelizações de tumores e estreitamentos, que não possam ou não devam ser operados, com a colocação de próteses ou dilatadores especiais.

 

A retossigmoidoscopia tem alcance menor, examinando o reto e o cólon sigmóide, podendo se estender até o cólon descendente, mas igualmente importante na abordagem das doenças colorretais.